Capítulo 14: A Fuga Ponderada e o Manifesto do Povo

Randal estava a apertar os punhos e o rosto dele estava vermelho. Valerius tinha usado a carta da insubordinação, uma ameaça que Randal não podia ignorar. Se a sua mente fosse vista como comprometida, a sua autoridade evaporaria, e o reino cairia nas mãos do Conselho. Randal detestava a ideia de ceder, mas ele tinha de pensar rapidamente.

“Estão a dar-me um ultimato, Conselheiros?” Randal perguntou, e a sua voz estava baixa e perigosa.

“Estamos a cumprir o nosso dever ancestral de proteger o Rei da influência de um Estranho,” Valerius respondeu, e ele estava inabalável. Valerius não parecia preocupado com a raiva do Rei, porque Valerius tinha o apoio da nobreza.

Randal olhou para Valerius, e Valerius era a personificação da tradição e da ganância. O medo deles do imposto tinha lhes dado a coragem de desafiar o Rei abertamente. Randal pensou que o medo deles era a sua arma e o seu escudo.

“O Estranho, não é?” Randal disse, e ele estava a andar em círculos em frente à secretária. Ele precisava de tempo, mas Valerius não lhe daria isso. O prazo era antes do anoitecer.

Randal parou e olhou para Lord Garius, que parecia um açougueiro empertigado. “Lord Garius, diga-me, exatamente onde o pergaminho antigo diz que essa ‘dependência’ é perigosa?”

Garius olhou para Valerius, porque ele não tinha lido o pergaminho. Valerius tinha lido, e Valerius tinha traduzido para a linguagem política.

Valerius interveio rapidamente, e ele não queria que o Rei questionasse as suas fontes. “O texto é claro, Majestade. A vulnerabilidade só se manifesta se o ‘Conforto Inutilitário’ for induzido por um Estranho. O Estranho ganha posse sobre a sua vontade, tornando-o um refém.”

“E quem é considerado um Estranho, Valerius?” Randal perguntou, e ele estava a manter a sua voz calma, o que era um sinal de que Randal estava a pensar.

Valerius estava a ficar impaciente. Ele não gostava de ser interrogado sobre a lógica arcana, porque ele preferia a política.

“O texto é antigo, Majestade. Um Estranho é alguém não ligado pelo Sangue ou pelo Voto,” Valerius explicou, e Valerius repetiu o que tinha lido. “Matt não tem ligação familiar, e ele não fez um voto de lealdade formal ao reino.”

Randal assentiu. Ele compreendeu a lógica da magia. Se o conforto viesse de alguém da linhagem, como Luther, seria uma bênção. Se viesse de alguém de fora, seria uma maldição, ou pelo menos uma dependência perigosa.

“Então, a solução para a vossa preocupação é simples, Conselheiros,” Randal disse, e ele permitiu que um sorriso fraco se formasse nos seus lábios. Ele tinha encontrado uma falha lógica na armadura de Valerius.

Os Conselheiros olharam uns para os outros, e eles estavam confusos.

“Eu não posso remover Matt, porque ele é a única pessoa que me faz descansar. Se eu o remover, o reino terá um Rei exausto, e a instabilidade será real,” Randal declarou, e ele estava a usar a fraqueza deles contra eles.

“A insônia era irritante, Majestade, mas a dependência é mortal!” Lord Garius rugiu, e Garius não compreendeu o ponto de Randal.

“A dependência só é mortal se for de um Estranho, Lord Garius. O pergaminho diz isso. Se Matt for da família, a dependência se torna uma ‘Aliança de Conforto’,” Randal explicou, e ele estava a usar os termos arcanos para os confundir.

Valerius estreitou os olhos. Ele percebeu o que Randal estava a tentar fazer.

“Majestade, é quase impossível que Matt se torne da família em tão pouco tempo,” Valerius apontou, e Valerius pensou que Randal estava a tentar ganhar tempo.

“Impossível? Não, apenas... rápido,” Randal respondeu, e ele estava a rir baixinho. O riso de Randal era uma provocação.

Randal andou de volta para a sua secretária, e ele parecia que tinha acabado de ganhar uma batalha.

“O Conselho exige que eu remova o Estranho, e eu compreendo a vossa preocupação com a minha saúde. Mas a minha saúde depende de Matt,” Randal disse, e ele olhou para cada um dos nobres. “Então, eu farei com que Matt deixe de ser um Estranho.”

Lord Elara, a astuta financeira, falou. “Majestade, a única forma de ele não ser um Estranho é através de uma adoção, o que é ridículo, ou de um casamento, o que é impensável.”

Randal sorriu abertamente. O seu sorriso era de pura ironia, porque ele estava a usar a tradição contra os tradicionalistas.

“Impensável? Eu não diria isso, Lord Elara. Eu não sou um homem de convenções,” Randal respondeu.

Ele estendeu a mão e pegou num anel de sinete que estava sobre a secretária. O anel era feito de ouro branco, e o símbolo da Casa de Von Ivory estava gravado nele.

“Eu farei de Matt parte da Casa de Von Ivory. O pergaminho não especifica o tipo de ‘Voto’ ou ‘Sangue’, apenas a ligação,” Randal disse, e ele estava a brincar com a situação.

Randal olhou para Valerius, e Randal tinha o triunfo nos olhos. “Eu vou pedir Matt em casamento. E, já que o Conselho está tão apressado com a minha segurança, eu farei isso hoje mesmo.”

O silêncio na sala foi ainda mais opressor do que antes. Os Conselheiros ficaram paralisados pela audácia do Rei. Valerius parecia que tinha levado um golpe no estômago. O plano de Randal era tão absurdo que era infalível. Casar-se com um filósofo errante para garantir o sono era a coisa mais ultrajante que Randal poderia ter feito.

O Rei estava a usar a regra arcana para quebrar todas as regras sociais.

“Majestade, isso é uma loucura! O reino não aceitará um consorte sem linhagem!” Lord Garius gritou, e a sua voz estava a tremer de indignação.

“O reino aceitará o que o seu Rei aceitar. E se o meu casamento for a única forma de garantir a minha capacidade de governar, então será o preço do meu descanso,” Randal disse, e ele colocou o anel no dedo.

Randal sentou-se, e ele inclinou-se para a frente, apoiando os braços na secretária. “O Conselho veio aqui com uma exigência e uma ameaça. Eu vos apresento uma solução que cumpre os vossos próprios termos. O Estranho será ligado pelo Voto.”

Randal sabia que os Conselheiros não podiam refutar isso sem questionar a própria base da magia da linhagem, e isso era algo que Valerius não permitiria. Valerius era um político, não um místico.

Valerius recuperou a compostura rapidamente, mas Valerius estava a ferver. “Majestade, não brinque com a sucessão. Um casamento real é uma questão de estado, não uma tática defensiva contra o Conselho.”

“Não estou a brincar, Valerius. Estou a ser prático. Eu durmo, o reino é seguro. É essa a vossa preocupação, não é?” Randal perguntou.

Randal não esperou pela resposta, e ele levantou-se. “O filósofo Matt estará no Salão do Trono dentro de uma hora. Preparem os papéis de casamento, e chamem o Arquivista. Eu quero que o Voto seja feito antes do pôr do sol.”

Randal estava a dar-lhes uma ordem, e não um pedido. O Conselho tinha sido superado pela sua própria armadilha. Eles queriam que Matt fosse removido antes do anoitecer, e Matt seria, mas seria removido da categoria de Estranho.

Valerius cerrou os dentes. “Majestade, nós temos o direito de deliberar. Um casamento é uma aliança política, não um… capricho.”

“Um capricho que salva a minha mente, Valerius. E se vocês deliberarem, eu vou ficar acordado, e a vossa ameaça de insubordinação será real,” Randal disse. “Vocês querem um Rei vigilante, e eu preciso de Matt para o ser. A vossa ganância deu-vos a solução mais rápida.”

Randal olhou para o grupo de nobres, e Randal estava a sentir uma satisfação inesperada. Ele tinha usado a sua inteligência para se livrar do controle deles, pelo menos por agora.

“Vão, Conselheiros. Preparem a cerimónia. E informem Matt da sua promoção,” Randal ordenou.

Os Conselheiros saíram do escritório em silêncio, e eles pareciam desorientados. O plano de Valerius tinha implodido de forma espetacular.

Valerius foi o último a sair. Ele parou na porta e olhou para Randal, e Valerius tinha uma expressão de ódio frio.

“Majestade, você está a cometer um erro que custará o seu trono. Este homem irá usar a sua posição para destruir a tradição,” Valerius avisou.

“Ele já o está a fazer, Valerius. Mas agora ele fará isso como meu Consorte. E a dependência será uma força, não uma fraqueza, de acordo com o vosso próprio livro,” Randal respondeu, e ele estava a acenar com a mão para Valerius sair.

Valerius saiu, e ele bateu a porta atrás dele. Randal estava sozinho no escritório, e ele permitiu-se um momento de riso histérico. Ele ia casar-se com um filósofo sem-abrigo para dormir. O reino de Von Ivory estava a assistir a um novo tipo de caos.

Randal sabia que tinha de falar com Matt, mas Randal tinha de se preparar para a tempestade.

Randal chamou o seu secretário e ordenou que ele encontrasse Matt e o trouxesse ao Salão do Trono imediatamente. Randal também ordenou que o Arquivista trouxesse os documentos de casamento.

O Rei não tinha tempo para hesitar.


Matt estava a dormir profundamente quando o secretário do Rei o acordou. O quarto modesto no castelo era um luxo que Matt não experimentava há anos, e o sono era um bálsamo.

O secretário, um homem jovem e nervoso, estava a pigarrear. “Senhor Matt, o Rei Randal exige a sua presença imediata no Salão do Trono. É uma emergência de estado.”

Matt sentou-se na cama. Ele coçou a cabeça, e ele estava a sentir-se desorientado. “Emergência? O que aconteceu? Valerius tentou um golpe de estado?”

O secretário estava pálido. “Eu não sei, Senhor. Mas o Conselho Privado está furioso, e o Rei está… alegre. Ele ordenou que o Arquivista preparasse os documentos de casamento.”

Matt piscou os olhos. “Documentos de casamento? Eu não compreendo. Quem é que vai casar?”

“O Rei, Senhor. E o Senhor é o noivo,” o secretário disse, e ele estava a olhar para Matt como se Matt tivesse acabado de crescer um segundo par de olhos.

Matt ficou em silêncio. A sua mente estava a tentar processar a informação. Casamento? Com o Rei? Isso era absurdo.

“Eu sou um filósofo errante. Eu não tenho posses, nem linhagem, nem mesmo a capacidade de ler. Por que é que o Rei Randal se casaria comigo?” Matt perguntou.

O secretário encolheu os ombros. “O Rei usou a regra do Estranho para refutar o Conselho. Ele disse que, se o Senhor não fosse um Estranho, a sua dependência seria legal, e o Conselho não poderia forçar a sua remoção.”

Matt sorriu. A genialidade da lógica de Randal era impressionante. Ele tinha usado a superstição e o medo dos nobres contra eles.

“Então, o meu estatuto matrimonial é uma tática de defesa contra a nobreza,” Matt concluiu.

“Sim, Senhor. Mas o Rei está a levar isso a sério. Ele disse que o Voto será feito antes do pôr do sol,” o secretário informou.

Matt levantou-se. Ele vestiu a sua túnica simples, a que Lena, a prostituta, lhe tinha dado.

“Leve-me ao Rei, então. Eu preciso de compreender a extensão desta ‘tática’,” Matt disse, e ele estava a sentir uma mistura de fascínio e cautela.

Matt seguiu o secretário pelos corredores do castelo. O castelo estava mais movimentado do que o habitual. Os criados e os guardas pareciam ansiosos, e a notícia do casamento real inesperado já estava a circular.

Quando Matt chegou à porta do Salão do Trono, o secretário parou e pigarreou novamente.

“O Conselho está lá dentro, Senhor. Eles não estão nada felizes,” o secretário avisou.

Matt assentiu. “O descontentamento deles é a minha medida de sucesso.”

O secretário abriu as portas, e Matt entrou no Salão do Trono. O Salão era grandioso, mas a atmosfera estava tensa.

Randal estava sentado no trono, e ele parecia calmo e autoritário. O Conselho Privado estava de pé em frente ao trono, e eles pareciam uma matilha de lobos zangados. Valerius estava na frente, com a sua postura rígida.

Randal sorriu quando viu Matt. “Matt, meu Estranho… ou devo dizer, meu futuro Consorte.”

Matt caminhou em direção ao trono, e ele parou a uma distância respeitável. Matt não se curvou, porque Matt não se curvava a ninguém.

“Majestade, eu ouvi dizer que o meu casamento é a solução para o seu problema de sono e para a sua política fiscal. Isso é verdade?” Matt perguntou, e ele estava a ir direto ao ponto.

Randal riu. “É a verdade mais deliciosa que já ouvi, Matt. O Conselho, na sua sabedoria, descobriu que o ‘Conforto Inutilitário’ só é perigoso se vier de um Estranho. Se viermos a ter um Voto, o conforto se torna uma aliança de poder.”

Valerius interveio, e ele estava a tremer de raiva. “É um absurdo, Matt. O Rei está a usar a sua mente fraca para justificar a sua perversão da tradição.”

“Valerius, eu estou a usar a vossa própria lógica para garantir a minha saúde. E a saúde do Rei é a saúde do reino,” Randal disse, e ele olhou para Matt.

“Matt, eu preciso de ti como meu Voto. Eu preciso do teu conforto, e preciso do teu manifesto,” Randal disse, e ele estava a ser sincero.

Matt olhou para Randal, e ele percebeu a profundidade do desespero do Rei. Randal estava a sacrificar a convenção para ter descanso.

“Majestade, eu sou um homem sem posses. Eu não sou um parceiro adequado para um Rei,” Matt apontou.

“As tuas posses são a tua sabedoria, Matt. E o teu manifesto é a minha arma,” Randal respondeu. “O Conselho está aqui a exigir a remoção do imposto à nobreza. Eu preciso de uma forma de tornar esse imposto não apenas justo, mas inevitável.”

Randal olhou para os nobres. “O meu casamento com Matt será um ato político. Será a minha forma de dizer que a tradição da pobreza e da desigualdade terminou.”

Lord Elara, que tinha um olhar perspicaz, perguntou. “Matt, qual é o seu manifesto? O que é que você quer do reino?”

Matt olhou para a nobre. Ele não tinha pensado num “manifesto”, porque Matt estava a viver o momento. Mas Matt tinha uma filosofia.

“Eu não quero nada do reino, Lord Elara. Eu quero que o reino seja justo,” Matt disse. “A vossa riqueza é construída sobre a pobreza dos outros. O imposto sobre a nobreza não é uma punição; é o preço da vossa inutilidade.”

Valerius ficou vermelho. “Inutilidade? Nós somos os pilares do reino!”

“Os pilares são o povo que trabalha, Lord Valerius. Vocês são os ornamentos caros que se recusam a pagar pela vossa própria manutenção,” Matt rebateu.

Randal riu, e o seu riso era de satisfação.

“Este é o meu Consorte, Conselheiros. Um homem que não tem medo de chamar a injustiça pelo seu nome,” Randal disse.

“Matt, eu farei de ti o meu Consorte, e tu terás o poder de influenciar a minha corte. Mas tu tens de me dar um argumento que o povo possa aceitar. Algo que torne o imposto inevitável, algo que desmonte a vossa argumentação sobre a tradição,” Randal exigiu.

Matt compreendeu o desafio. Randal não precisava de Matt para ser um nobre; Randal precisava de Matt para ser a voz da revolução, legalizada pelo casamento real.

Matt pensou no seu tempo na miséria. Ele pensou em Lena, a prostituta que lhe tinha dado as roupas mais decentes. Ele pensou em Luther, o príncipe carente de afeto.

“O manifesto tem de ser simples, Majestade. Tem de ser a verdade,” Matt disse. “O reino de Von Ivory vive numa mentira de dignidade.”

“Explique-se,” Randal pediu.

“A nobreza prega a tradição, mas ignora a fonte da sua própria riqueza: o trabalho e a miséria dos marginalizados,” Matt explicou. “O imposto à nobreza não deve ser chamado de imposto de defesa; deve ser chamado de ‘Manifesto do Povo: O Preço da Dignidade’ ou ‘O Preço da Inutilidade’.”

Matt olhou para Valerius. “Vocês não são inúteis por não trabalharem, mas são inúteis porque se recusam a pagar pelo luxo da vossa existência.”

Lord Garius bateu o pé. “Isso é sedição! Um ataque direto à nossa classe!”

“É a verdade. E o povo sabe disso. A nobreza não paga porque acredita que o seu sangue lhes dá o direito de explorar,” Matt disse, e Matt estava a usar a sua retórica para atacar a base do poder deles.

Randal inclinou-se para a frente, e Randal estava fascinado pela simplicidade brutal do argumento.

“O ‘Preço da Inutilidade’… eu gosto disso,” Randal disse. “Mas como é que isso se traduz em lei? Como é que o povo aceita que o seu Rei se case com um filósofo para lhes dar um imposto?”

“O casamento é a prova de que o Rei está a romper com a tradição. O Rei está a escolher a verdade em vez da conveniência,” Matt disse. “O imposto é a prova de que o reino está a mudar de foco, da acumulação para a distribuição.”

Matt respirou fundo. “O imposto deve ser proporcional à riqueza não utilizada, à riqueza que está parada e não está a beneficiar o reino. A nobreza que investe na comunidade ou que financia a inovação deve ser menos taxada do que a nobreza que apenas acumula.”

Lord Elara, a astuta, estava a calcular. “Isso incentiva o investimento. Não é apenas uma punição; é uma reforma.”

Valerius olhou para Elara, e Valerius percebeu que ela estava a ver uma oportunidade.

“Não podemos ceder a este vagabundo! Ele está a desmantelar séculos de ordem!” Valerius gritou.

“A ordem que permite a miséria não é digna de ser mantida, Valerius. O Rei precisa de descansar. E eu sou o seu descanso. O preço do meu conforto é a justiça social,” Matt disse.

Randal levantou-se do trono. “O Arquivista já está a preparar os documentos. Matt, aceitas o Voto de Consorte da Casa de Von Ivory, sob a condição de que o ‘Manifesto do Povo’ seja o teu primeiro ato oficial?”

Matt sorriu. Ele tinha sido tirado do beco para ser o catalisador de uma revolução.

“Eu aceito o Voto, Majestade. E eu aceito o preço,” Matt disse. “Mas eu não serei um adorno. Eu serei a sua vigilância moral.”

Randal estendeu a mão para Matt, e ele estava a ignorar a presença do Conselho.

“Então, o casamento será agora. Conselheiros, vocês tiveram o vosso ultimato. Eu tive a minha solução. O Estranho será ligado. E o imposto será discutido amanhã, sob a minha nova autoridade,” Randal declarou.

Valerius estava a tremer, mas Valerius não podia fazer nada. O Rei tinha usado a lógica arcana contra a política. O casamento era a única forma de Randal garantir o seu sono e a sua sanidade.

O plano de Randal era tão absurdo que era infalível, e Matt estava pronto para se tornar o Consorte da Inutilidade.

Randal olhou para Matt, e ele disse, “Vamos casar, então.”

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